
Célio Meira – Terapêuta
Iniciou a prática do Shiatsu em 1982, em São Paulo, dentro da linha tradicional. Aderiu ao estilo Oki-Do desde 2oo4 com aplicação de técnicas muito eficientes como o Kanrenbuí, Su-Jok e outras, complementadas com acupuntura, moxa, aurículoterapia … Completando esta linha de trabalho, há também a Alimentação Natural, fazendo parte da dietoterapia chinesa.
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Técnicas de Terapia Oriental
O Shaitsu tradicional é a linha central do trabalho. O Oki-Do é o estilo, o caminho do Mestre Oki, dentro da forma tradicional de praticar o Shiatsu.
Esta forma de Shiatsu é profundamente terapêutica, voltada totalmente para o tratamento das mais diversas formas de distúrbios e desequilíbrios físicos (orgânicos), emocionais e psicológicos.
Qualquer perturbação no funcionamento de nosso corpo, seja orgânica ou emocional, é resultado de um distúrbio, desequilíbrio em nossa energia. Quando não resolvido em tempo, quando ultrapassa um certo limite, o desequilíbrio se transforma em “doença”, em dores, enfim, nos mais variados sintomas.
É necessário que seja feito um diagnóstico para se saber onde está o desequilíbrio e restabelecer a harmonia. Para isso, são utilizadas várias técnicas a fim de alcançar o objetivo, como:
Acupuntra
Já bastante divulgada, utiliza agulhas descartáveis que são inseridas em regiões específicas, chamadas de pontos de energia e que, na sua grande maioria estão localizados nos meridianos (linhas, vias, por onde circulam as energias em nosso corpo). A finalidade é desobstruir pontos de estagnação de energia e conduzi-la para locais que estejam em deficiência.
Moxa
É um bastão feito de artemísia compactada que gera calor constante quando queima. O calor produzido é aplicado sobre e pele (no caso de moxas diretas), ou por aproximação, no caso das moxas indiretas. A finalidade é a mesma, desbloquear pontos de estagnação e, mais ainda, trazer energias para regiões em deficiência. Especialmente indicada para mulheres, crianças, idosos, pessoas com baixo nível de energia entre outros.
Kanrenbuí
Significa “pontos relativos”.
Digamos que um espinho penetre no pé. Todo o corpo vai sentir isso, não só o pé. Vejamos: O local dói, o cérebro percebe isso; começamos a mancar, o que vai provocar cansaço em uma perna e sobrecarga na outra; ficamos irritados; desenvolvendo-se uma inflamação, começamos a pensar se o espinho era venenoso, começa então uma preocupação, afeta nosso emocional e assim por diante. Ou seja, quando acontece algo em uma parte de nosso corpo, todo o restante será afetado de uma forma ou de outra. Assim, o Kanrenbuí, trata de distúrbios no corpo utilizando-se outras regiões. Por esse princípio, os intestinos estão relacionados com a cabeça; o pescoço com as pernas; joelhos e tornozelos com o baixo abdome e assim por diante.
Reflexologia
Em se tratando desta técnica há um ligeiro diferencial com relação à reflexologia comumente divulgada, onde se entende que para cada órgão há um ponto específico no pé. Aqui, há uma visão um pouco mais ampliada, pois além desta concepção há também a utilização de regiões do pé para tratamento segundo os princípios das técnicas do Kanrenbuí e do Su-Jok (veremos adiante). Esta visão dá uma forma muito mais ampla de tratamento utilizando os pontos dos pés o que aumenta a qualidade de resposta ao tratamento.
Su-jok
Também chamado de “insect system”, consiste na inserção de pequenas agulhas de acupuntura, ou em pressionar determinados pontos nas mãos e pés para tratamento específicos dos órgãos e suas disfunções. São pontos localizados, na maior parte deles, próximos a alguma articulação dos dedos e artelhos. A pressão é feita com bastonetes de madeira, ou bambu, com ponta aguda. O procedimento provoca ligeira dor, mas a eficiência é muito grande, o que abrevia muito os tratamentos nos casos em que se justifique sua utilização.
